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SAPO Blogs

Este é o blog da equipa do SAPO Blogs.

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Este é o blog da equipa do SAPO Blogs.

O que faz ali o botão das Leituras?

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As Leituras são a área que a comunidade repetidamente nos diz mais gostar de espreitar diariamente, pelo que hoje tornámo-la mais acessível para quem já a usa e mais visível para quem (ainda) não tem blog no SAPO.

 

Qualquer autor ou visitante passa a encontrar o atalho para as Leituras no canto superior direito da homepage do SAPO Blogs, sem precisar de se autenticar.

 

Os autores autenticados que seguirem o atalho passam diretamente à área de Leituras com as suas subscrições.

Os visitantes do SAPO Blogs que não estiverem autenticados são encaminhados para uma área de Leituras diferente, onde podem ler alguns blogs recomendados e ver como funciona. Se gostarem, podem registar-se gratuitamente e passar a seguir os seus blogs SAPO preferidos :)

 

O novo atalho facilita-vos a utilização das Leituras? Têm sugestões, críticas? Deixem o vosso feedback nos comentários :)

Meet the blogger: Ricardo Trindade

ricardo.jpgAs nossas cinco perguntas desta semana foram para o Ricardo, também conhecido no bairro como O Informador.

 

Quem é "O Informador"?

Ora bem, quem é a pessoa por detrás do blog! Divertido, bastante teimoso, desconfiado, trabalhador são talvez algumas das definições que podem considerar este Ricardo que tem andado de trás para a frente com um blog que vai crescendo ao sabor da maré. Alenquerense de gema e onde sempre tenho vivido até aos atuais 28 anos, gosto de passar os tempos livres com os amigos, agarrado ao computador ou com um bom livro como companheiro. A par disso sou apreciador do mundo fascinante do pequeno ecrã onde tudo começou com o nome O Informador.


E porquê este nome para o blog?

O nome do blog é aquela velha questão que ia explicar… Há uns anos pertencia a uma equipa de um site amador sobre televisão, celebridades e onde também tínhamos entrevistas e opinávamos sobre as estreias e produtos em exibição. Com o tempo a mesma equipa começou a entrar em rotura com o administrador desse mesmo portal e numas férias de Verão foi surgindo em mim a ideia de criar um site do género, com fórum e onde poderia ter a mesma equipa que se sentia revoltada com o que não era feito do outro lado.

Assim foi, umas semanas após a ideia ter surgido e o nome estar definido, eis que O Informador é inaugurado como um site televisivo onde as notícias sobre famosos nacionais e internacionais não faltavam, tal como entrevistas, passatempos, opiniões e um fórum que rapidamente cresceu com a transferência dos leitores do site «falido» para o novo projeto da equipa. Só que e tal como sempre tenho acreditado, acho que na vida existem etapas que vão sendo fechadas para darem entrada a novos horizontes. Assim foi, chegou um momento em que percebi que já não estava a funcionar na perfeição com uma equipa onde já não me revia. Na altura e meses antes do final do projeto O Informador enquanto site televisivo e dos famosos falei com a equipa, tentei que alguns fossem aceites em projetos concorrentes e resolvi terminar com tudo. Na altura os gastos, especialmente com um fórum de sucesso, eram mais que os ganhos e não conseguia suportar as coisas sozinho quando nem todos queriam remar no mesmo sentido.

O Informador antigo terminou, fiquei umas semanas parado e já que tinha a licença do nome feita por algum tempo mais comecei a pensar, também com o empurrão de uma amiga, em iniciar um blog pessoal. Assim surgiu um blog pequenino e meio indefinido sem perceber o que queria mesmo fazer com aquilo. Aos poucos fui levado por este mundo e as coisas foram acontecendo, mudança a mudança, etapa a etapa e sempre a pensar que o futuro do projeto será melhor que o passado. Assim tem sido e assim desejo que continue a ser com a ajuda de todos!


O blog já tem dois anos e meio. O que o motiva nesta forma de publicação pessoal?

A motivação é das coisas que mais me entusiasma para seguir em frente e com o blog nada é diferente. Perceber que um simples comentário, favorito ou partilha acontecem já é um bom motivo para fazer mais e melhor. Faço textos pessoais, partilho opiniões críticas, arranjo passatempos e tento andar por aí a visitar quem me visita e no conhecimento dos até então desconhecidos.

 

O Informador passou há pouco tempo a corredor. Porquê a corrida como desporto?

Antes de mais quero explicar que sou um grande preguiçoso! Comecei a correr porque depois de dez anos com o mesmo peso lá consegui engordar uns cinco/seis quilos e tudo ficou pela barriga. Percebi aí e também pelos comentários que os mais próximos iam fazendo sobre a barriguinha que a tinha que retirar sem perder aquele peso que tanto queria ganhar. Uma vez que já tinha andado no ginásio há uns anos e devido aos horários laborais acabei por desistir por não gostar de fazer as coisas nas horas de maior confusão, optei pela corrida livre, por mim próprio e sem ninguém para me chatear, tendo somente um telemóvel a controlar tempos e distâncias graças às abençoadas aplicações que andam por aí. Com isto e umas semanas após o início da experiência de corredor, posso afirmar que consegui perder a barriga, mantive o peso e estou motivado para continuar o que inicialmente achava que não iria em frente por falta de vontade.

Não custa nada correr, os primeiros tempos é andar e aos poucos lá correr um minuto ou dois. No final de umas semanas já se consegue fazer todo o trajeto em corrida e depois é só começar a esticar o tempo e a distância percorridas. O importante e que meti na cabeça é que tenho de me mexer a bem da saúde e para não ficar com um corpo onde não me sinto bem!

 

Que post recomendaria ler primeiro a quem ainda não conhece o seu blog?

Este tema é complicado! Todos os posts são aconselhados porque em todos se podem encontrar partes, opiniões e particularidades pessoais. Não aconselharia assim nenhum em especial, mas aconselho sim a que quem por cá apareça hoje e não encontre algo que lhe interesse que volte daqui a uns dias e volte a pesquisar porque sempre podem surgir novidades do agrado de qualquer um. Estou também por diversas redes sociais onde por vezes deixo escapar frases ou comentários que nem sempre passam pelo blog. Apareçam e fiquem ou vão passando porque acredito que vale a pena! Se não acreditar em mim quem acreditará então?

 

Obrigado, Ricardo!

Quais são as vossas tags favoritas?

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As tags são uma das melhores formas de filtrar e explorar por tema os milhares de posts publicados diariamente pela comunidade. É por isso que em abril mudámos as páginas de tags para apresentarem excertos dos posts, incluindo imagens e vídeos.

Esta semana acrescentámos mais uma novidade, as nossas tags favoritas. A par das tags mais usadas pelos autores, passamos a recomendar mais algumas tags que os nossos visitantes podem achar interessantes. Se publicarem um post sobre livros, por exemplo, usar a tag Livros garante que o vosso post aparece aqui, ao alcance de mais leitores.

Quais são as vossas tags preferidas? Está na altura de substituir a tag Feira do Livro, por isso contamos com as vossas sugestões nos comentários :)

Meet the blogger: Inês Pinto (things you remember)

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Entrevistámos a Inês Pinto sobre o things you remember, o seu diário de viagens e de melhoria pessoal.

 

Quem é a Inês?

Ah, não sei se me consigo definir muito bem! Mas acho que acima de tudo sou uma pessoa divertida, bem-disposta e trabalhadora. Vivi em Portugal até aos meus 11 anos e depois vivi cerca de três anos no Canadá (Toronto) e mais três nos Estados Unidos (New Jersey). Gosto de referir sempre isso porque faz mesmo parte da minha identidade eu ter passado toda a minha adolescência nesse contexto. Hoje em dia, trabalho numa associação perto de Lisboa e faço voluntariado com outras três organizações. Adoro trabalhar (demais se calhar!), ler e viajar.

Porque decidiu criar um blog?

Desde os meus 10 anos que escrevo num diário e gosto de manter esse hábito de escrever regularmente. É uma coisa muito catártica para mim mas também um exercício divertido para depois poder olhar para trás e relembrar certos momentos. Por causa disso já tive vários blogs ao longo dos anos e o primeiro acho que criei até quando tinha uns 13 anos. Mas este criei-o porque queria muito começar a escrever em português e partilhar as minhas experiências especialmente de viagens e voluntariado.

O "things" ainda é relativamente recente, mas quais as principais lições destes quase seis meses de blog?

Acho que aprendi já duas lições muito importantes: uma menos boa e uma ótima. A menos boa foi que tive que aprender a lidar com comentários menos amigáveis. Alguns dos posts que publiquei causaram alguma polémica surpreendentemente (como por exemplo, o Viajar Sozinha – Parte 1) e houve pessoas que deixaram alguns comentários com palavras que me magoaram sinceramente e tive que aprender a lidar com isso. A lição ótima que aprendi foi, em contrapartida, de me poder apoiar na/os outra/os bloggers do SAPO. A/os bloggers aqui criaram uma verdadeira comunidade de apoio mútuo e eu sinto-me muito feliz por poder fazer parte dela!

Logo no início do blog, partilhou a sua experiência a fazer voluntariado na Índia. O que a levou a procurar essa experiência?

Eu gosto de pensar nas coisas que me metem medo, que me criam inseguranças ou que me desafiam e depois atirar-me a elas de cabeça. Nesse verão de 2011 eu queria fazer voluntariado porque já estava a pensar em ir trabalhar para a área social e queria perceber se era mesmo algo de que eu gostava e que conseguia “aguentar”. Então achei que a melhor maneira de perceber isso era ir para um sítio que à partida me desafiava: comida que eu detestava, uma cultura completamente diferente e (em certos aspetos) mais fechada que a minha, e uma situação muito dramática (a Índia é um país em crescimento rápido mas com imensa pobreza). E foi assim que decidi. Foi difícil mas fiz a escolha acertada sem dúvida.

Pode partilhar um motivo de entusiasmo no horizonte (uma viagem, acontecimento, etc)?

Há muitas coisas que estão para acontecer que me motivam neste momento! A minha melhor amiga ser blogger do SAPO no Japão em Rabiscos e o novo destaque do meu blog (#SocialGoodSunday) são algumas delas. Mas sem dúvida que a que me traz mais entusiasmo é a possibilidade muito real de, depois de 3 anos à distância, poder finalmente ir viver com o meu namorado no final do ano!

 

Obrigado Inês!

Alteração à versão móvel do SAPO Blogs

Ficou mais fácil aceder ao SAPO Blogs a partir do navegador de um smartphone. Se aceder a http://blogs.sapo.pt no navegador do seu smartphone, passa a ter acesso direto à versão completa da área de gestão do Blogs.

Só a navegação entre páginas é ligeiramente diferente, devido ao tamanho reduzido dos ecrãs destes dispositivos. Clicar na barra de navegação laranja, tal como mostramos acima, ativa um menu lateral com todas as opções de gestão que os nossos autores estão habituados a usar em desktop.


Os telemóveis mais antigos continuam a ser encaminhados para a versão móvel do SAPO Blogs.

Como sempre, contamos com o vosso feedback nos comentários :)

Meet the blogger: Sara (Desabafos Agridoces)

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As nossas cinco perguntas desta semana foram para a Sara, autora do Desabafos Agridoces desde 2010.

 

O que a levou a criar um blog?

A história da criação do Desabafos é a mais curta de sempre: era Verão e eu estava a morrer de tédio. Vai daí decidi abrir um blog para me queixar disso mesmo…E para dar opiniões sérias e profundas sobre cenas. Também tive aqui no Sapo um blog antes deste, mas era colectivo e sobre apenas um tema por isso achei que seria giro ter um espaço gerido só por mim. Do género, vamos lá ver no que isto dá…
 
O Desabafos Agridoces está quase a fazer 5 anos. É muito diferente blogar hoje?

Acho que por um lado me tornei mais consciente e por outro mais descontraída desde essa altura…Parece uma contradição mas eu explico: quando comecei o Desabafos não fazia quase ideia do que era todo este universo, seguia muito poucos blogs…É fácil abrir um espaço e começar a escrever: achava que ninguém iria ler aquilo. Com o tempo fui ganhando filtros em relação ao que escrevo. Às vezes não dá para publicar a minha primeira ideia, nem a segunda nem a terceira…Não é como ter um diário fechado na gaveta: é um espaço que pode ser visitado por toda a gente. No início não pensava tanto nestas questões, sobre que assuntos devem ficar na gaveta e que assuntos devem ir para o blog, devo colocá-lo privado ou não…Por outro lado, vai haver sempre pessoas no meio dessas que chegam ao blog que não vão gostar – não concordam, não gostam dos textos, acham que somos isto e aquilo…Não há nada a fazer e com o tempo também se passa a aceitar isso com mais naturalidade. Era comum também no início pensar: será que isto vai agradar? Se calhar devia escrever sobre o tema do momento…Definitivamente a minha perspectiva sobre algumas coisas mudou desde então. Claro que vai sempre haver textos que não ficam tão bons ou que deixam de fazer sentido passado um tempo – nunca somos os mesmos de ontem nem seremos os mesmos amanhã.
 
 
Uma grande componente do blog são as suas leituras. Sempre teve grandes hábitos de leitura?

Sempre gostei de livros, ou seja, não houve um momento em que não gostasse e depois tivesse passado a gostar por qualquer motivo…Nenhuma linha divisória. Quando era bebé, costumam contar-me, entretinha-me muito a folhear coisas. Devia haver qualquer coisa que me atraía nisso, embora objectivamente não possa dizer o quê. Mais tarde comecei a perseguir a minha mãe para que me lesse histórias e depois avancei para os livros de aventuras e juvenis, depois os romances e os clássicos…Fui fazendo a minhas próprias descobertas. Adoro as histórias, com tudo o que elas proporcionam, e adoro as capas, o cheiro das folhas, colocá-los estante – todas essas coisinhas ridículas. Mas não considero que seja muita culta nem nada que se pareça. Gosto de ler o que me apetece, quando me apetece.
 
 
Qual é o post mais comentado no blog? E qual gostaria que tivesse recebido mais feedback?

O post mais comentado foi um chamado Esse Tabu sobre o facto de algumas mulheres optarem por não terem filhos e o julgamento negativo da sociedade em relação a essa escolha…Apesar de ser um tema algo polémico o feedback foi muito positivo. Foi com grande prazer que li os vários testemunhos deixados ali por mães e não mães. Também é para isto que servem os blogs: para trocar ideias e para aprendermos uns com os outros, expandido as nossas formas de pensar. Gosto sempre de receber feedback do que escrevo porque isso significa que houve alguém achou que valia a pena gastar algum do seu tempo com o meu cantinho…Mesmo que sejam poucas pessoas.

Pode recomendar-nos outro blog no SAPO?

Eu tento, mas o meu tento não consegue da Golimix, querida seguidora, e também:  a Magda, a Nathy, o Tiagoa Mulher que ama livros – tudo gente com blogs porreiros.

 

Obrigado Sara!

Meet the blogger: Chef Rui Ribeiro

Chef Rui Ribeiro é o autor de um dos blogs mais doces do bairro, o faz e come, e respondeu a algumas perguntas nossas sobre o seu trabalho e blog.

 

Quem é o Rui Ribeiro?

Um jovem cozinheiro, com 31 anos, que gosta de partilhar aquilo que melhor sabe fazer.

Cozinhar e rir e fotografar são as minhas atividades preferidas. Lidero a cozinha do Restaurante Abrigo do Taboão em Paredes de Coura, dou formação e é entre os tachos que eu sou feliz.

 

O faz e come é um blog de doçaria. Porquê só bolos?

O Faz e come surgiu como resposta à necessidade de registar as receitas que crio e ponho em prática. Funciona, também, como “instrumento” de partilha das mesmas. Não é só um blog de doçaria mas confesso que, cada vez mais, esta necessidade de precisão no cálculo e dosagem dos ingredientes para que o resultado final seja perfeito, me desafia mais do que nas iguarias salgadas que preparo.

 

 

Fotografia do chef Rui Ribeiro, Pavlova de cerejas com marshmallows e chocolate branco.

 

Como surgiu o interesse pela culinária?

Desde pequeno, com 5 ou 6 anos que adorava ajudar a minha mãe a bater bolos e, posteriormente, como a maioria das crianças, a rapar o recipiente... Acho que fez sempre parte da minha vida, lembro-me de comer e desfrutar com as refeições preparadas pela minha avó materna, de quem julgo herdar esta paixão.

 

esta necessidade de precisão no cálculo e dosagem dos ingredientes para que o resultado final seja perfeito, me desafia mais do que nas iguarias salgadas

 

A fotografia é importante na forma como apresenta as suas receitas. É algo que aprendeu sozinho?

Sem dúvida que a imagem é muito importante no ramo da alimentação e mais no mundo das redes sociais.  E porque os olhos são os primeiros a comer, julgo que uma boa imagem retrata toda a emoção e dedicação que colocamos numa  receita. Desde pequeno que o mundo da fotografia me fascina. Sou daqueles que, devido à ansiedade para ver o resultado final, abriam as máquinas fotográficas para ver o rolo e, como conseguinte, estragava algumas fotos. Agora, alguns anos depois e sem rolos, fui aprendendo algumas técnicas e dicas, se bem que gostaria de receber formação nessa área para poder tirar fotos ainda mais bonitas e com cenários “de revista” .

 

Finalmente, quem come os bolos que vemos no blog depois de fotografados? :)

Depois de fotografados, a maior parte dos bolos não são devorados cá em casa. Sim, isso suscita, por vezes, algum reboliço... Colaboro com uma cafetaria/bar e a maior parte das minhas sobremesas são lá vendidas à fatia.

No entanto, tenho uns colegas de trabalho bem  gulosos que ficam felizes quando algum dos meus bolos vai parar, de manhã, à “salinha ao fundo à esquerda” :)

 

Obrigado Rui!

Nunca mais perca um post

Conhecemos a sensação de apagar um post por acidente e não conseguir recuperá-lo. Perder um post ou rascunho é frustrante, mas até aqui pouco havia a fazer. Esperamos mudar isso hoje, com a introdução de uma nova funcionalidade que põe fim à eliminação acidental de conteúdos: a Reciclagem.

reciclagem menu

 

Como funciona?

 

Na reciclagem pode-se consultar o conteúdo de cada item, pesquisar por aquele rascunho mais antigo, e acima de tudo restaurar cada um ao seu estado anterior de publicação. Tudo é mantido e um post restaurado surgirá no seu blog como se nunca tivesse sido eliminado.

 

Está disponível uma nova secção na área de Edição de cada blog de onde é possível recuperar posts ou rascunhos que foram apagados. A partir de agora o ato de apagar um post já não o elimina por completo de um blog, sendo uma cópia de segurança mantida na Reciclagem, e o mesmo acontece com os rascunhos.

reciclagem

 

Os meus posts são guardados para sempre?

 

Não, a reciclagem não é eterna. Os posts e rascunhos aqui guardados serão mantidos durante 90 dias, ao fim dos quais serão eliminados permanentemente. E para os mais apressados, disponibilizamos também a possibilidade de esvaziar a reciclagem por completo.

 

Esperamos que gostem e que vos poupe muitas dores de cabeça. Contamos com o vosso feedback!

Meet the blogger: Sofia Margarida

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Todas as semanas entrevistamos um ou uma blogger do SAPO. Esta semana colocámos 5 perguntas à Sofia Margarida, apaixonada por trabalhos manuais, principalmente feltro.

 

Para quem não a conhece, quem é a Sofia Margarida?

Esta não é uma pergunta de todo simples. Mas cá vai. Tenho 24 anos, Licenciada em Contabilidade e Gestão Financeira mas com um gosto enorme pelos trabalhos manuais. Sou teimosa, com mau feitio... mas muito meiga, amiga e carinhosa.Sou muito ligada à família e aos amigos, são como um porto seguro para mim.  Considero-me uma lutadora, não por ganhar muitas batalhas, mas por lutar sempre para ser feliz! Porque para mim o mais importante é mesmo poder ser feliz!

Usa o blog para expor alguns dos trabalhos manuais que faz. Como começou e o que gosta mais de fazer?

Na altura que comecei a trabalhar com feltro, estava desempregada e o dia da Mãe estava a aproximar-se e eu queria fazer algo especial, algo único. A tarefa mais complicada foi... o que vou fazer? Nada me vinha à cabeça, até que olhei para um porta-chave giríssimo que me tinha sido oferecido pela minha Avó. Um cão de feltro feito por ela, que aprendeu a fazer na Universidade Sénior. Eu também podia fazer um, mas... não sabia onde se comprava, como se costurava, como se utilizava e estava longe dela. A única forma que me restou foi, procurar na Internet, ver imensos vídeos até perceber como havia de começar. Não era tarde nem cedo, sai de casa e fui comprar, linhas feltro, agulhas , tudo o que encontrava. Tinha vontade de comprar tudo, estava super empolgada. Lá fui por mãos à obra e bem, ... a primeira experiência não correu muito bem, mas... foi feito com muito carinho. (Podem ver o resultado aqui - http://sofiamargaridablog.blogs.sapo.pt/o-inicio-504 ). Confesso que depressa me apaixonei pelo feltro, e parece que é um daqueles amores que vai durar. Adoro fazer de tudo, novos desafios, mas confesso que tenho especial carinho por coisas para crianças e princesas.

 

Faz agora mais ou menos um ano desde que criou o blog. Que balanço faz?

Parece que foi ontem, como o tempo passa! É sem dúvida um balanço muito positivo, com algumas ausências, algumas vontades de desistir, mas cá continuo. Ultimamente tenho andado muito ausente, mas já estou cheia de saudades e vontade de regressar ao meu cantinho. Pois o Sapo Blogs é uma verdadeira casa e por mais ausente que esteja, hei-de sempre voltar.

 

Pode partilhar connosco um motivo de entusiasmo recente (uma viagem, uma surpresa boa, etc)?

Ser convidade para o Meet the blogger foi sem dúvida um momento de enorme felicidade, obrigada queridos Sapinhos! Mas posso partilhar outro, o nascimento da minha prima Margarida, sou uma prima muito babada.

 

Pode recomendar-nos outro blog SAPO?
Recomendar apenas um? Isso é impossível, não consigo escolher só um. Por isso vou recomendar o Clube das Pistosgas ( Magda PaisNathy e M*)

 

Obrigado, Margarida!

Meet the blogger: José Gabriel Quaresma

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Fomos falar com o blogger que (provavelmente) mais corre no nosso bairro virtual, o José Gabriel Quaresma, jornalista e autor do The Cat Run.

 

Quem é o "Cat"?
O "Cat” é a personagem do blog The Cat Run. Ele é uma e duas pessoas. Ele dá a cara por aquilo que eu escrevo e eu escrevo sobre aquilo que o pulsar dos dias me impele a escrever. Escrevo sempre sobre corrida. As minhas corridas, as corridas dos outros, escrevo sobre histórias que descubro. Escrever sobre o pulsar dos dias e escrever sobre correr é, na verdade, escrever sobre a vida de cada um de nós, quase sempre sobre a minha vida de todos os dias. Dela faz parte integrante a corrida. É isso que faço. É essa a função do “Cat”, a personagem do blog, ser o mensageiro.

The Cat Run não nasceu para entrar em território de ninguém, muito menos para tentar ombrear com os blogs que existem, muitos deles, felizmente, blogs com enorme e longo sucesso, espaços de autores que admiro e que me inspiram e inspiraram para levar este projecto em frente. The Cat Run é e quer ser um blog diferente, isso é assumido. Personalidade própria, escrita própria, linha editorial própria, ideias próprias. Ser um blog diferente é beber nos blogs que entendo serem inspiradores e moldar o carácter individual do meu próprio blog. Sem cópias. É, sobretudo, um espaço de escrita livre, de opinião assumida, que pretende ser um produto interessante, acessível, inspirador, no qual o que se escreve pode ter a ver com tudo e com nada. Até se pode escrever e já se escreveu sobre provas, corridas mas, qualquer linha que se escreva no blog tem que contar uma história. Esse é o segredo do Gato. Acaba de ser revelado. O Gato quer ter o seu próprio espaço, o seu próprio modelo, mas sabe que para lá chegar demora muito tempo, dá muito trabalho. Mas também sabe que é possível lá chegar.

O Gato utiliza técnicas de escrita criativa e de escrita jornalística, na tentativa de tornar o que escreve mais apelativo e gostoso para quem lê. A esmagadora maioria das fotos são tiradas com iPhone, algumas com iPad, são raras as que são descarregadas da internet. Tem uma explicação: o Gato gosta de tocar com a escrita quem o lê. A proximidade, a intimidade, a vulgaridade da escrita é, segundo o que o Gato pensa, potenciada com fotos originais, tiradas pelo próprio Gato. Fica tudo muito mais coerente.

 

A proximidade, a intimidade, a vulgaridade da escrita é, segundo o que o Gato pensa, potenciada com fotos originais, tiradas pelo próprio Gato.

 

Como o Gato gosta de correr longas (médias, vá) distâncias, todos os meses convida alguém a escrever um texto. Já tens nomes bem interessantes em agenda. Está em marcha um plano de entrevistas mensais a figuras reconhecidas local ou mundialmente. Se o Gato é o meu mensageiro, se eu sou técnico instalador de palavras, de profissão, então que o Gato dê a novidade mas não lhe cortem a cabeça.

The Cat Run apenas pretende ser The Cat Run. Nada mais. Basta haver apenas um leitor para valer a pena. Felizmente têm havido cada vez mais leitores. Está a valer a pena.

Como surgiu a ideia de criar um blog?
Foi um TPC. Há uns meses vivi um episódio desagradável nas redes sociais, depois de darem um significado a algo que escrevi totalmente errado e diferente do que pretendi. Aprendi que estas coisas são de uma enorme responsabilidade. Decidi, então, tirar um curso sobre blogs, na Palavras Ditas, com o Ricardo Martins Pereira. Criar, desenvolver e gerir um blog de sucesso. Depois do episódio desagradável comecei a olhar para a blogosfera como um espaço mais tranquilo, mas fresco, onde se pode fazer coisas novas, desenvolver ideias, conceitos. Enquanto frequentava o curso percebi que, se calhar, gostava de ser bloger profissional. Percebi que isso leva uma eternidade de trabalho duro, quando acontece, o que não é frequente. Só alguns conseguem. Mas, porque não?

Numa terça feira o trabalho, na aula, foi criar um blog. Cada um criou o seu. O trabalho para casa (TPC) era escrever um texto no blog, o primeiro, e enviar o link ao Ricardo, para analisar e discutir na aula de quinta feira. Só eu é que enviei o meu. A ideia era criar o blog e quando o curso terminasse o blog terminava também. Como amo correr, quando o desafio foi lançado a corrida foi o tema escolhido imediatamente. A personagem nasce, tal como o blog, para morrer logo a seguir. O Gato, The Cat, nasceu com o argumento que as miúdas, na escola, me chamavam gato. Obviamente, isso deu conversa. Resultou. Quis apenas chamar a atenção, utilizei um argumento que sabia que ia dar em conversa, expliquei exactamente isto e disse: fica o Gato, mas tem nada a ver com o que as miúdas me chamavam. Se resultou com vocês resultava com outras pessoas. E, ficou o Gato que corre, The Cat Run.

 

Depois do episódio desagradável comecei a olhar para a blogosfera como um espaço mais tranquilo, mas fresco, onde se pode fazer coisas novas, desenvolver ideias, conceitos.

 

O problema é que no dia seguinte a essa aula, na sexta feira, recebo uma mensagem via Facebook de um amigo que conheci nas corridas e que pertence a uma crew de Lisboa. Dizia-me ele que o meu texto estava em destaque no SAPO. Confesso que fiquei meio à toa, mas com um sorriso gigantesco: o meu primeiro texto… Isso provocou a vinda de leitores, mais textos escritos e uma decisão: não podia encerrar o blog no fim do curso. E, aqui está ele. Quando ele nasceu e até decidir manter, o The Cat Run não tinha nenhum objectivo definido a não ser escrever sobre a corrida e a vida. Há pessoas que aguardam pelos textos, que visitam o blog, que reagem. O blog já não é indiferente para algumas pessoas, nem para mim. Para mim nunca foi indiferente. A exigência, o padrão de qualidade, aumentam. Os objectivos definem-se. The Cat Run quer ser, quando tiver que ser, se conseguir ser, um blog sobre corrida, onde se pensa sobre a vida, mas um blog sobre corrida. Ele quer evoluir para uma plataforma que tenha como oferta este olhar diferente sobre o que amo que é correr e ao mesmo tempo um outro posicionamento, que envolva informação tratada e acessível a quem corre. Está pensado, a médio prazo, começar a transformar o The Cat Run num crowdsourcing de corrida. Tudo aqui. Viagens, provas, equipamentos, alimentação, tecnologia, medicina e, claro, filosofar um bocado sobre a corrida. Tudo junto, penso que será um blog que dará gosto visitar todos os dias. Um dia.

Há quanto tempo corre diariamente? Foi difícil desenvolver essa rotina?
Comecei a correr com regularidade há três anos. Sempre tive tendência para ser anafado. Entrei nos quarenta com cabelo. Só me faltava perder cabelo para ser o típico português, e gostar de caracóis. Decidi começar a correr. Joguei futebol até aos 22 anos. Depois, até aos 40, ia ao ginásio umas duas vezes por semana e ficava uns meses sem lá voltar. Era preciso fazer alguma coisa. Sempre detestei correr na rua. No ginásio adorava. Mas, pagava o ginásio e não o utilizava por causa dos horários de trabalho. Comecei a sair para correr uns quilómetros, o tempo foi passando, os quilómetros aumentando, e depois foi como toda a gente que ama correr, passei a correr mais em menos tempo, perdi imenso peso, tornei-me uma pessoa totalmente diferente - endorfinas rulezz - e, hoje em dia, correr já não é um acto, passou a ser algo que faz parte dos meus dias, de mim, algo em que estou total e incondicionalmente viciado. Em todos os aspectos. Tem sido difícil desenvolver esta rotina. Foi difícil. Agora é rotina. As dores nas pernas são a minha dor de cabeça. Há, no entanto, tudo o resto que supera as dores, a falta de vontade, que às vezes também aparece, o frio, a chuva - adoro correr com frio e com chuva - o sol e o calor - fico bronzeado em metade do tempo das outras pessoas -, que não é tarefa fácil, mas que no final de cada corrida sabe a uma vitória. Muito saborosa. Aprendi a conhecer o meu corpo, a minha mente e a curar as gripes a correr.

 

correr já não é um acto, passou a ser algo que faz parte dos meus dias, de mim, algo em que estou total e incondicionalmente viciado.

 


Há cada vez mais pessoas a correr. Acha que é um fenómeno para durar?
Tudo é possível. O Hi5 também nunca ia acabar e o Facebook matou-o. Acho que dificilmente o Facebook vai morrer. Por isso, acho que é para durar e é um fenómeno. Acho que são milhões de pessoas como eu, em todo o mundo, que de repente se aperceberam de uma moda, porque começou por ser moda, entraram nela e não mais dela querem sair, como eu. Em todo o mundo. Costumo correr no passeio ribeirinho em Vila Franca de Xira ou na Lezíria, no Porto Alto, ou em Samora Correia, no meio da cidade. Corro, como disse, há três anos. É visível, todos os dias, ou noites, cada vez mais e mais pessoas a correr, cada vez mais crews a nascerem, cada vez mais pessoas a caminhar, cada vez mais jovens e menos jovens, toda a gente, parecem formigas. Por causa da corrida, neste momento, sigo e seguem-me, no Instagram, pessoas de todos os cantos do mundo, Indonésia, EUA, Nova Zelândia, Rússia, Austrália, França, Reino Unido, sei lá, de todo o lado. E, o que é que temos em comum? A corrida. As pessoas descobriram que temos treinador, psicólogo, médico e contador de histórias, gratuito, basta ter um par de ténis e uns calçoes e uma camisola. É o desporto mais democrático e mais barato de todos. Isso é válido para o mundo inteiro. As redes sociais ligaram a teia, uniram as tribos em redor de uma tendência.

Pode recomendar-nos outro blog no SAPO que siga?
Sigo blogs de corrida, pura e dura, blogs generalistas, sigo blogs que me ensinem sobre a corrida e blogs que me dêem prazer enquanto leio. Podia recomendar vários, não o faço por motivos óbvios. Mas, a maioria dos blogs que sigo estão no SAPO.

 

Obrigado José!