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SAPO Blogs

Este é o blog da equipa do SAPO Blogs.

Novos templates

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Os mais atentos já podem ter reparado que há três novos templates para escolher na área de personalização do SAPO Blogs: o Vogue e o Listrado, idealizados pela Isa Costa, e o Sobrescrito. São os primeiros templates que lançamos em 2015 e incluem alguns detalhes novos que podem querer espreitar, a começar por uma das funcionalidades mais pedidas pela comunidade: excertos automáticos de posts com imagens (no template Sobrescrito).

 

Estamos curiosos para ver como personalizam estes novos templates! Deixem o vosso feedback nos comentários!

Meet the blogger: Miguel Alexandre Pereira

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As nossas cinco perguntas desta semana foram para o Miguel Alexandre Pereira, autor do Um Mar de Recordações.

 

Como surgiu a ideia para criar um blog? E que ambição, se alguma, serve o blog?
A ideia surgiu numa altura em que queria melhorar a minha escrita, sempre tive o sonho de publicar um livro e para isso precisava de evoluir na componente literária. Assim sendo, embarquei nesta aventura. Quis ter uma espécie de responsabilidade para construir histórias e contos com maior frequência. Além disso, este espaço acabava por ser um teste para ver se as minhas palavras interessavam os outros. Se havia alguém que gostasse daquilo que estava a produzir. No fundo, o Um Mar de Recordações foi ao longo dos anos um tubo de ensaio para a minha entrada no mundo dos livros.
 
Porquê o nome Um Mar de Recordações?
Esse foi o meu primeiro dilema na construção do blogue. Queria um nome chamativo, confesso que andei a volta com ele durante algum tempo. Mas depois surgiu este nome até com alguma naturalidade. O meu desejo é deixar presente alguns dos momentos mais importantes que atravesso e os meus gostos pessoais, daí ter-se tornado um álbum de recordações virtual. Confesso que é um blogue que tenho imenso carinho e tem uma grande importância na minha vida.
 
O Miguel é um dos autores mais seguidos no SAPO Blogs. Alguma recomendação para quem está a começar um blog no SAPO?
O crescimento acontece com naturalidade, o importante é partilhar algo que realmente gostamos. O primeiro objectivo tem de ser sempre construir um espaço com um conceito cativante. Depois disso é necessária muita paciência, é normal nos primeiros textos não haver muitos comentários. Não desanimar é fundamental, além de um trabalho e de uma dedicação constante. Caso o trabalho apresentado tenha qualidade e seja criativo, as pessoas vão começar a aparecer. Isso vai aumentando com tempo e com a interacção que se vai tendo com a comunidade.
 
O ano passado, o Miguel passou a ser um autor publicado em livro. Como foi essa experiência?
Foi a concretização de um sonho de infância, ter publicado A Analogia da Morte foi uma sensação incrível. Os primeiros dias foram uma tempestade de emoções, foi fantástico o apoio que recebi tanto dos meus amigos como da comunidade. Nunca pensei que tivesse tanta ajuda e estou bastante grato a todos. Vocês tem feito este sonho crescer cada vez mais! A verdade é que a publicação deste primeiro livro foi o início de uma jornada que ambicionava bastante e que me deu ainda mais força para continuar a trilhar o caminho que tanto desejo. Espero em breve ter muitas e boas novidades para anunciar…
 
Um livro que esteja a pensar ler em 2015?
Neste momento estou a tentar acabar de ler todos os livros que tenho na minha estante, confesso que ultimamente o tempo para ler tem sido um pouco escasso. Mas este ano espero que seja um ano de boas leituras. Em 2015, vou estar mais focado nos grandes clássicos da literatura mundial, com especial destaque para Victor Hugo, Fiódor Dostoiévski e Oscar Wilde. Não há nada melhor do que ler um bom livro!

 

Obrigado Miguel!

Meet the blogger: Ângela Santos

princesasemtiara.jpgColocámos cinco perguntas à Ângela Santos, autora do Princesa sem Tiara, descrito pela própria como "o cantinho feminino de uma apaixonada por moda".

 

Pode apresentar-se?

Bracarense, de 22 anos, tenho o coração na boca e a escrita no coração. A moda é paixão antiga, de uma filha única que desde pequena agarrada às séries, conheceu histórias e mundos como o da Rachel Zoe e, hoje já licenciada em Solicitadoria o mundo profissional é uma azáfama que percorre com gosto e prazer. Acompanhada pela mais recente máxima ou vogue nos regressos a casa, a moda não é um cliché mas um mundo de fascínio. Sentimentalista, humilde e ambiciosa. Por que o mundo tem tanto para oferecer e eu não nasci para estar parada.

Um post que recomende a alguém que chega pela primeira vez ao "Princesa sem Tiara"?

Recomendo o post Elegantemente, acima do joelho. É dos posts que unifica melhor as minhas duas paixões: a escrita e a moda. Uma moda pessoal numa escrita literária.


Num dos seus posts mais recentes, fala sobre as resoluções para 2015. Pode partilhar connosco uma resolução de 2014 que tenha deixado por cumprir?

Uma resolução que estabeleço no início de cada ano e, ano após ano é viajar. Fico rendida, sempre que ligo a televisão ou folheio uma revista e vejo lugares que jamais pensei que existissem e culturas tão diferentes. Temos um país, um mundo à nossa espera. Cabe-nos a nós decidir conhecê-lo.

Pode recomendar-nos outro blog no SAPO que siga?

A Melhor Amiga da Barbie. Gosto do seu registo pessoal sempre atento às últimas tendências.

Um motivo de entusiasmo recente (um livro, uma viagem no horizonte, etc)?

Uma viagem no horizonte: Paris. Um sonho de menina.

Meet the blogger: Henrique Monteiro

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Esta semana destacamos o Henrique Monteiro, cartoonista do SAPO e autor do HenriCartoon desde 2008. Na semana passada, numa iniciativa dedicada à liberdade de expressão, transformou todas as notícias na homepage do SAPO em cartoons. Rompemos com o nosso  formato de cinco perguntas para questionarmos o Henrique sobre essa experiência e a sua perspetiva como cartoonista dos atentados em Paris no dia 7.

 

Nos teus cartoons, e no post que publicaste logo no dia 7, ficou claro como te sentiste próximo do que aconteceu em Paris, na redação do Charlie Hebdo. Como cartoonista, sentiste-te visado por aquele ato de terror?

Senti-me sobretudo visado como pessoa que não consegue sequer imaginar como seria a sua vida sem a liberdade em todas as suas formas.

Conhecias a publicação? Qual é a tua leitura do seu trabalho? 

Eles têm um critério editorial que jamais seria o meu. No entanto não discuto e concordo que se deve criticar e satirizar o terrorismo que se justifica em nome de uma divindade. Isso envolve riscos, mas a liberdade envolve riscos. A liberdade de expressão deixaria de existir a partir do momento em que o medo a condicionasse. E isso seria mais devastador do que uma guerra.

O teu cartoon de dia 7 surge acompanhado de um texto teu, algo que é raro ver no Henricartoon. Foi a primeira vez que sentiste que um cartoon não bastava?

Na verdade foi a Ana Gomes que me pediu um desenho sobre o tema acompanhado por um pequeno texto e eu, como sabes, não nego nada à Ana. De resto, e como uma vez me disse o Júlio Isidro aqui há uns anos, expresso-me melhor com o desenho do que com as palavras (ainda hoje estou amuado com ele por causa disso)

O texto foi “à flor da pele”. Ainda estava um pouco aturdido pelo desenvolver dos acontecimentos. Quis sobretudo deixar explícito que a liberdade de expressão tem a importância do ar que respiramos.

 

No dia 12, fizeste o trabalho de uma mini-redação de cartoonistas, a desenhar, em tempo real, a atualidade nacional para a homepage do SAPO (página desse dia em arquivo). Como surgiu a ideia e o que achaste da experiência?

A ideia não foi minha, e tenho pena. Foi da equipa do SAPO. A Ana ligou-me com esse desafio e eu aceitei na hora. Confesso que gosto de desenhar sem rede. A primeira ideia que surgia para cada tema era a que ia para o papel (mesa gráfica, no meu caso). Correu tudo muito bem.

Quão cansativo foi desenhar assim tantos cartoons no mesmo dia? E que feedback recebeste, em relação à homepage e aos cartoons que foste fazendo ao longo da semana?

Cansativo foi, mas eu gosto muito da sensação que se tem a seguir a um longo e árduo dia de trabalho. É assim uma espécie de descanso do guerreiro. Um tipo sente-se um senhor com os frutos de um trabalho bem conseguido.

O feedback foi fantástico. Todos gostamos do resultado final, começando pelo próprio SAPO e estendendo-se aos frequentadores do portal. Foi um sucesso que, espero, se repita mais vezes, com novas e desafiadoras ideias.

 

A iniciativa de dia 12, que mensagem achas que passou para os visitantes da homepage do SAPO?

Acho que foi um bom contributo para consciencializar as pessoas de que o cartoon, e o humor em geral, é uma parte indispensável na nossa vida e que a graça é um aliado eficaz das coisas mais sérias. Serviu sobretudo para desmontar aquela máxima teimosamente enraizada e errada de que não se brinca com coisa sérias.


Como descobriste a tua vocação cartoonista?

Antes do SAPO eu ilustrava textos de jornais. Alguns mais sob a forma de cartoon do que outros. Foi com o Henricartoon que eu me experimentei na caricatura sem textos de outrem, e foi o cabo dos trabalhos. Refugiei-me, logo no primeiro cartoon, na figura do Alberto João Jardim, e com essa figura é difícil falhar. De desenho em desenho fui percebendo que não me dava mal com o formato. Foi no SAPO, portanto, que eu entrei neste maravilhoso mundo de escarnecer da malta toda. 


Os teus alvos diários no Henricartoon são sobretudo figuras da atualidade (políticos e desportistas). Costumas receber feedback das pessoas visadas pelos teus cartoons?

Não. E não sei se é por não ligarem a cartoons se é por os acharem inofensivos. Em Portugal a caricatura política e desportiva não tem grande peso fraturante. Além do mais eu não costumo ser muito polémico. Tenho este ”defeito” de fazer mais cartoons consensuais sobre temas polémicos do que vice-versa.. Prefiro fazer rir do que fazer pensar. Não sou, portanto, um cartoonista na mais pura conceção da palavra.

Tirando a experiência de dia 12, é fácil encontrar todos os dias um tema para caricaturar? A nossa atualidade é especialmente dada a ser transformada em cartoon? 

A internet inunda-nos de temas todos os dias. Isso, para mim, raramente é um problema. Encontram-se dezenas de temas só a abrir um site de informação. O desafio para um caricaturista, sobretudo numa democracia, é transformar o banal em piada. À falta de temas que atentem verdadeiramente à nossa dignidade (notícias como o massacre no Charlie Hebdo são, felizmente, coisa rara numa sociedade democrática) temos de apostar tudo no político que prevaricou ou no jogador que falhou o penálti.

Podes partilhar connosco a tua rotina diária no Henricartoon, desde a ideia para um cartoon até à sua publicação?

Não tem nada de romântico. Normalmente faço os desenhos pela madrugada fora. Não tenho rotinas muito vincadas. E como sou um procrastinador nato gosto de preguiçar em “zappings” à internet antes de me debruçar sobre os temas a caricaturar. Agora tudo isso está mais difícil de concretizar já que tenho um pequenito para mimar e isso leva-me uma boa dose de tempo.


Já tiveste algum caso de alguém que tenha ficado desagradado com um dos teus cartoons e tenha pedido para o removeres? Qual é, ou qual seria, a tua resposta numa situação dessas?

Tive agora há uns dias um engraçado. Uma senhora indignada enviou um mail à redação do SAPO a insurgir-se contra o “feíssimo rabo de mulher” no tag da Sociedade, no blogue Henricartoon. É fantástico como as pessoas se indignam com coisas que jamais imaginaria poder haver indignação.

De resto recebo bastantes comentários para remoção de cartoons, sobretudo os que abordam a religião e a homossexualidade.

Geralmente não respondo mas não censuro quem não goste ou ache abusivo um ou outro cartoon meu. A indignação também é um direito anexado à liberdade.

 

Obrigado, Henrique!

Meet the blogger: Alexandre Guerra

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As nossas 5 perguntas desta semana foram para o Alexandre Guerra, autor d'O Diplomata e do Piar.

 

Participa em dois blogs, um sobre política e relações internacionais e o outro, relações públicas. O que mais lhe interessa em cada uma destas áreas?

Nas Relações Internacionais é fascinante acompanhar a dinâmica que existe entre os Estados e, cada vez mais, entre estes e organizações internacionais. É também interessante notar que, com o advento da globalização e com o aparecimento das novas formas de comunicação, os povos surgiram com uma voz activa no sistema internacional. Também a Política, seja numa lógica mais clássica – como aquela a que se referia Aristóteles –, seja numa abordagem mais mundana – ou seja as “politics” –, é apaixonante, já que lida com as questões de poder e com modelos de governança das sociedades. São precisamente as questões de poder que muitas vezes se cruzam com a actividade das relações públicas ou da consultoria de comunicação e que, cada vez mais, serve de inspiração para filmes de Hollywood ou para inúmeras séries. Naturalmente, que há uma outra componente muito interessante das relações públicas, que se prende com a comunicação institucional das empresas e organizações.

 

Que facto ou personalidade destaca positivamente em Portugal na área da comunicação em 2014?

A capacidade de resiliência e de adaptação das empresas que apostam e actuam no sector da comunicação, seja imprensa, agências, departamentos de relações públicas, anunciantes, entre outros. Penso que em 2014 se assistiu a uma estabilização da situação e que o pior, talvez, já tenha ficado para trás, depois de terem sido feitos, nos anos anteriores, ajustes muito duros em todos os “players” do sector… sem excepção.

 

2015 é ano de eleições. Que sugestão daria às campanhas dos vários partidos para mobilizarem os eleitores?

Nas actuais estruturas partidárias é necessária uma injecção de inspiração e de talento que as dote da capacidade para inovar no modelo da campanha para as próximas eleições legislativas. Existe um paradigma obsoleto e estático de comunicação política em Portugal que continua a fazer escola (basta ver os congressos partidários deste ano, os discursos políticos, os tempos de antena, e por diante). É certo que nas últimas eleições europeias já se viram algumas melhorias, mas estamos a falar de questões instrumentais e tão óbvias que já não podiam ser ignoradas. A verdade é que enquanto os líderes partidários nacionais não interiorizarem e sentirem uma nova forma de estar na política (o “novo político”), de pouco servirão os conselhos e as sugestões dos melhores profissionais da comunicação política. Para se mobilizar o eleitorado, primeiro é preciso conhecê-lo. Assim, talvez fosse útil que os líderes partidários, antes de partirem para uma batalha eleitoral, reflectissem sobre aquilo que os separa de um adolescente de 18 anos, de um recém-licenciado de 23, de um jovem empreendedor de 32, de um chefe de família de 40, de um funcionário público de 45, de um desempregado de 55, de um reformado com 70…

 

A nível pessoal, tem alguma resolução para o novo ano?

Há sempre coisas que ficaram por fazer e outras novas que se querem fazer… Pelo meio, espero poder escrever mais assiduamente n’O Diplomata e contribuir com mais regularidade no esforço colectivo para o PiaR.

 

Pode recomendar outro blog que acompanhe no SAPO?

Embora não precise de apresentações nem de recomendações, o Delito de Opinião é um dos blogues colectivos que acompanho, não apenas pela qualidade da sua escrita e ideias, mas pela diversidade dos temas.

 

Obrigado, Alexandre!

Meet the blogger: Moira

nela.pngEsta semana entrevistámos a Moira, autora de um dos blogs de culinária mais conhecidos no SAPO Blogs, o Tertúlia de Sabores.

 

O que a fez começar um blog de culinária?
Quando comecei o blog a ideia foi reunir as receitas que faço cá por casa num espaço que estivesse acessível, prioritariamente para mim, mas também para partilhar com a família e os amigos.
 
Nota-se a dedicação que coloca na apresentação das receitas ao nível da fotografia. O interesse pela fotografia surgiu associado ao blog? E que dicas essenciais dá a quem quer fotografar os seus feitos culinários da mesma forma?
Eu já gostava de fotografia muito antes de pensar em ter um blog, mas fotografar comida é uma coisa muito específica, não é o mesmo que fotografar uma paisagem ou um monumento. Tal como para fotografar pessoas é preciso ter um jeito especial, para fotografar comida é necessário captar a essência do prato. Não sou especialista no assunto, nem pretendo ser, mas uma má fotografia pode arruinar um prato excelente, por isso tento fazer o melhor possível para apresentar algo que seja apetecível. Eu costumo dizer em jeito de brincadeira que fotografo com o coração, se é que isso é possível.
Sei que ainda tenho muito para aprender, e não serei a pessoa indicada para dar conselhos sobre o assunto. Mas baseando-me na minha aprendizagem, para fotografar comida não serve de nada ter pratos bonitos ou uma máquina fotográfica toda “xpto” se não houver boa luz, de preferência natural, nem sentido de estética. O meu conselho é que observem o trabalho de “food bloggers” por esse mundo fora, há blogues de culinária com fotografias extraordinariamente bonitas.
Estejam atentos aos pormenores, preparem o espaço onde vão fotografar com antecedência, para depois não andarem numa correria e tentem fotografar o prato de diversas perspectivas para depois poderem escolher a melhor. Ah! E o mais importante, cuidado com as sombras. Um pormenor aqui, outro ali, um pouco do nosso cunho pessoal e teremos uma boa fotografia. O tempo fará o resto, se forem a qualquer blog de culinária e virem as primeiras fotos e depois as mais recentes, vão perceber que todos evoluímos com a prática.
 
Pode partilhar connosco a sua tertúlia mais comentada de sempre?
A receita mais comentada de sempre, que por acaso não é da minha autoria, é o Bolo de Maçã e o post mais visitado é Uma Sapateira duas receitas que bate records de visitas por altura do fim do ano.
 
Fast food: sim, às vezes, ou nunca?
Não tenho nada contra o Fast Food, mesmo quando falamos dos hambúrgueres mais famosos do mundo, que também como quando o rei faz anos, prefiro o fast food made in Portugal, a bela bifana no pão, o prego ou o frango de churrasco. Quando não tenho paciência para cozinhar, sim isso também me acontece (risos), passo pela churrascaria do bairro e levo frango assado para casa, troco as batatas fritas por uma salada de tomate que se faz em 2 minutos e temos uma refeição rápida e minimamente saudável.
O Nigel Slater tem um livro, “Real Fast Food”, que consulto com frequência, cheio de receitas fáceis e minimamente saudáveis para quem não tem tempo para nada, recomendo. Só é pena que não esteja traduzido para português.
Um prato de massa demora pouco mais de 10 minutos a fazer, umas tostas de ovos mexidos com ervas aromáticas e tomate, ou uma omeleta de cogumelos igualmente, uma salada de pêra com alface, rúcula e requeijão faz-se num piscar de olhos, isto é fast food caseiro e está bem longe do conceito negativo da expressão
Na realidade o que importa é ter consciência que qualquer refeição demasiado calórica, com muitos açúcares ou muita gordura quando consumida com frequência ou em excesso faz mal à saúde.

Um prato cozinhado por outra pessoa que a tenha entusiasmado recentemente?
Pode ser uma sobremesa? (risos) Sem pestanejar a resposta é “Avelã ao cubo” (uma bola de gelado de avelã, espuma de avelã, pedaços de avelã e flor de sal) uma sobremesa fantástica do Chef Avillez.

Uma amostra de 2014 no SAPO Blogs

Foi difícil escolher, entre os mais de 3400 posts que destacámos em 2014, os mais marcantes do ano, mas esta é só uma seleção possível. A nossa amostra de 2014 tem um pouco de tudo: posts que nos fizeram rir (o senhor com dezanove dedos que a Dora ficou a conhecer ou a rubrica ainda em atualização "Sou a blogger menos in do pedaço" da Maria das Palavras), posts que nos chocaram (quem não se lembra da "pior patroa do mundo"?) e outros que, pelo exemplo, nos inspiraram a ir mais longe, como os 53 quilómetros do Luís Moura ou os atos espontâneos de generosidade da Catarina d'Oliveira nas ruas de Lisboa. Houve a história de alguém que se deixou contagiar pela boa disposição de uma operadora de caixa e ainda a recordação de quem nunca esqueceu um encontro inesperado com o Eusébio. Tudo isto, a ler, ou revisitar, na lista abaixo.

Obrigado por terem partilhado connosco as vossas histórias, ideias, altos e baixos de 2014. Mal podemos esperar para ler como vai ser o vosso 2015, de preferência, feito de mais altos e aventuras :)

O meu pai, eu e um filme
"Foi no final do mês passado. Procurava saber o que havia de novo a acontecer na cidade de Lisboa. Bati com os olhos naquele nome de que ouço falar há tantos anos. Ingmar Bergman."

As botas, as motas e o Humberto
"Hoje saí à rua com a ideia de comprar umas botas, daquelas confortáveis, que os personagens dos filmes de aventura selvagem têm sempre calçadas, talvez na esperança de eu também ter direito à minha aventura exótica..."

Eusébio, um ser de outra dimensão
"Já foi tudo dito sobre Eusébio. Conheci a "Pantera Negra", quando tinha 20 anos, num bar às tantas da manhã."

Os Sete Golos Mortais
"Orgulho: O primeiro golo, que começou o afundanço de uma equipa cujo país é o orgulhoso anfitrião do evento desportivo."

Atender um Cliente a cantar. Porque não? Depois dá nisto.
"O momento estranho. Estranho mas no bom sentido, pois a menina bem disposta entre passar cartão Galp, ouvir os Bip do cartão Continente e talão, preferiu cantar."

leiria e arredores
"hoje ao fim do dia na senhora do monte, o evereste aqui do sitio!"

Fernando Tordo has left the building...
" Sobre a emigração de Fernando Tordo: temos pena. Será que temos?"

Sou a blogger menos in do pedaço
Uma das rubricas mais acompanhadas em 2014 :)

Dezanove dedos e um co(n)to
"Conheci um senhor idoso, daqueles a quem a vida trouxe autoconfiança e sabedoria."

Talvez a pior patroa do mundo
"Esta é a minha última semana no meu emprego actual."

A ditadura da imagem - Jessica Athayde e Renée Zellweger
"A maior parte das raparigas/mulheres, apesar de não ser uma estrela constantemente perscrutada pelos media, tem a sensação de estar sob os holofotes"

Race report Serra D'Arga (1ª parte)
"Vou começar o artigo pelo fim. Cheguei a Dem no final dos 53Km cheio de energia mas com o corpo completamente massacrado das violentas subidas e descidas em pedra dura."

Quando uma ida ao lixo é um murro no estômago
"Hoje, como sempre fui pôr o lixo no caixote, e levantei como sempre a tampa por trás e atirei o saco como faço tantas e tantas vezes só pela preguiça de ir dar a volta."

...
"No dia em que o cancro vai embora, tu ficas aliviada. Telefonas a toda a gente, anuncias que está tudo bem, enches o peito de ar e gritas (com ou sem som) 'Fuck cancer!'. "

Meet the blogger: Isa Costa

 

isa2.jpgEsta semana colocámos 5 perguntas à Isa Costa, designer do SAPO e autora do lost in wonderland.

 

Como descobriste o mundo dos blogs?

Foi através de um colega de curso que se sentava à minha frente nas aulas técnicas. Estava constantemente a actualizar uma página e às tantas perguntei-lhe o que vinha a ser aquilo e comecei a investigar o assunto. Daí até descobrir a pequena mas activa comunidade portuguesa de bloggers foi um passo e não descansei enquanto não meti a colher também.

 

liwl é o sítio onde vais partilhando as tuas aventuras no mundo real. Se tivesses de destacar uma experiência (viagem, momento, etc) que tenhas partilhado no blog, qual seria?

São tantas que fico sempre sem saber como responder a essa pergunta. No departamento das viagens, não me consigo decidir entre a semana em que vagabundeei ali prós lados de Odeceixe, ou as incursões pelo parque da Peneda-Gerês. Dos momentos, se a “fuga” do javali na Arrábida ou a lama no festival de verão em Zurique. Para além disso, quase todo o post dedicado ao campismo é memorável. É uma tarefa impossível, decidir apenas uma.

O que ganhas em manter um blog?
Ganho um registo absolutamente fantástico que de outra forma não teria mantido, daquela que considero a década mais importante da minha vida. São muitos anos de memórias preciosas que tenho ali guardadas, e isso tem um valor inestimável. Debati-me várias vezes sobre se devia pô-lo a render, mas a ideia ficava sempre posta de lado por não querer subvertê-lo e afastá-lo do seu objectivo primordial, ser um blog cem por cento “eu”.

O novo design do SAPO Blogs, lançado em Outubro, é da tua autoria.
Qual foi o maior desafio nesse trabalho? Recebeste muito feedback no teu blog pessoal?
O maior desafio foi tentar minimizar os efeitos da disrupção entre a versão anterior e a nova.. manter de alguma forma os padrões de utilização a que os utilizadores já estavam habituados. Não sou muito a favor de mudanças tão drásticas porque sinto que se está a puxar o tapete, mas quando se passa muito tempo sem fazer alterações a um site, à velocidade que as coisas mudam na internet, é inevitável.

Recebi algum. Felizmente no meu blog não apareceu nenhum utilizador irado a rogar-me pragas até à 5ª geração, que era o que mais temia he he

Uma coisa (filme, viagem, receita, etc) que te tenha entusiasmado recentemente?
Verdade seja dita que as oportunidades para viajar têm sido escassas e tenho passado mais tempo em restaurantes e food courts que na minha cozinha. Tenho visto muitos filmes (talvez até demasiados) e adquirido tecnologia nova, mas falta-me pachorra para escrever sobre esses assuntos. Acontece que fui subitamente atingida por um blast from the past ando bastante entusiasmada a re-descobrir a minha paixão pelos ventos da terra do sol nascente. Dizem que as modas são cíclicas e é verdade!

 

Obrigado Isa!

Meet the blogger: Teresa Serrano

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Esta semana fomos conhecer a Teresa, designer e autora do Crónicas Web Menos Dois ponto Zero. Estas foram as cinco questões que lhe colocámos.

 

Pode apresentar-se?
Posso sim. Sou a Teresa, sou designer, trabalho numa agência de comunicação e gosto muito de ilustrar - o que faço como hobby. Vivo em Lisboa com o meu marido e os meus dois gatos. Gosto do Harry Potter, de pizza e da Jane Birkin.

Como surgiu o interesse pela ilustração?
Tirei o curso de design nas Belas-Artes, portanto, a ligação que tenho com as artes plásticas é muito forte. O desenho como forma de expressão faz todo o sentido para mim - mesmo que essa representação seja a de uma situação banal do dia a dia ou cómica (tal como acontece nas ilustrações do I Saw Jesus in a Toast).

Qual é o processo das suas ilustrações, da ideia à partilha?
Tenho várias formas de pensar as minhas ilustrações, dependendo do briefing de cada uma.
Para o I Saw Jesus in a Toast, o ponto de partida é sempre a sátira religiosa, enquanto que nas ilustrações das crónicas optei sempre por ensaios tipográficos dos títulos dos textos. No entanto, por vezes desenvolvo trabalhos a partir de sketches que já tinha desenhado anteriormente em cadernos ou a partir de fotos que tenha tirado e guardado por algum motivo que me despertou a atenção.

Porquê o SAPO para alojar o Crónicas 2.0?
Foi uma decisão estratégica. Achei que seria uma forma mais rápida e simples de chegar ao público português, visto que o sapo está a dinamizar bastante esta área. Para além disso, a plataforma oferece templates bastante acessíveis e ajustáveis às necessidades do utilizador.

A melhor ideia que teve em 2014?
Casar! Aliás a ideia não foi minha mas compartilhei-a plenamente. Não é uma ideia original mas posso garantir que é uma ideia muito feliz. E quando há ideias felizes o sucesso é garantido.