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Meet the blogger: Fernando Dinis

Esta semana entrevistamos Fernando Dinis, autor do blog Fico até tarde neste mundo.

 

Escritor, poeta e pianista. É uma boa apresentação do Fernando?

É uma apresentação possível. Talvez neste momento substituísse a vertente musical pela fotografia, área pela qual sempre senti muita paixão e curiosidade, e onde tenho trabalhado mais nos últimos 3 anos. No blog coloco alguns dos meus trabalhos fotográficos. A música passa pela composição, neste caso através do piano, tendo editado em 2010 o disco Piano Solo e feito algumas bandas sonoras para televisão. Mas como sou um pouco avesso à ribalta, e fujo de dar concertos, essa área tornou-se muito ocasional.

Na escrita, tendo editado dois livros e um deles ter sido romance vencedor de um prémio literário, entrega-me finalmente a esse ‘estatuto’ de escritor.

Que finalidade(s) pode um blog cumprir para um escritor?

Tenho blogs desde 2003. É uma ferramenta que nos permite divulgar o que andamos a trabalhar e ter de algum público uma resposta imediata. É igualmente um incentivo a escrever, quase diarístico, um diário aberto (no meu caso). É óbvio que quando estou a trabalhar numa obra que pretendo publicar (no meu romance, como exemplo), esse material não pode entrar num blog. Também acontece o inverso. Muitos bloggers tornarem-se escritores com a escrita que vão deixando nos seus blogs. Um exemplo recente, o da escritora Ana Cássia Rebelo que iniciou a sua escrita no blog Ana de Amsterdam, e que neste momento editou um livro muito bom.

Numa visão mais prática, o blog serve ao escritor como um memorando, com datas, vivências, memórias, e sabemos que isso, até ser nosso desejo, estará ali e nunca se perderá.

Pode explicar a escolha do título Fico até tarde neste mundo?

É um título que me acompanha há muitos anos. Com todo o respeito, nasceu de uma certa ironia pelos poetas cujas vidas terminam abruptamente. Eu sou um poeta/escritor que tenciono manter-me neste mundo até mais tarde, (no mundo real? No das letras? No das artes? Para quê uma definição?), da mesma forma que se fazem horas extraordinárias no serviço. Gosto dessa imagética. Fico Até Tarde Neste Mundo acabou por se tornar mesmo o título de um livro de contos.

Olhando para o widget do Goodreads no seu blog, vemos que se propôs ler 52 livros este ano, o que dá quase um livro por semana. É uma questão de velocidade ou voracidade de leitura? Como faz para decidir o próximo livro a ler?

Goodreads é óptimo para quem lê muito. Eu leio muito, e o que acaba por acontecer com o passar dos anos é perder a noção do que li, se gostei ou não gostei, etc… Ali nada falha. Sabemos o que lemos, que cotação demos a determinado livro, seguimos os nossos autores, partilhamos comentários com amigos, recomendamos, enfim! Ler um livro por semana é a minha média, mas não o faço com a intenção de quantidade. É, de facto, o que costumo ler. Neste momento em Abril, já li 19 livros. O número é meramente estatístico.

Se se lerem os livros certos, os próprios autores dão-nos a conhecer novos autores. Mas como estou dentro do meio, acompanho os lançamentos e leio algumas críticas, nunca é difícil escolher o que ler. Difícil é ter tempo para ler tudo o que se deseja.

Pode recomendar-nos um blog que siga no SAPO?

Recomendo dois blogs no Sapo: Horas Extraordinárias, da Maria Rosário Pedreira, sobre Literatura e O Outro, do Sérgio Aires, de Fotografia.

 

Obrigado Fernando!

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