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Meet the blogger: Miguel Marujo

meetmiguel.jpgO Miguel Marujo é o autor do Cibertúlia e do celestial E Deus Criou a Mulher e respondeu a cinco perguntas nossas.

 

Pode apresentar-se?

A ordem pode não ser esta: Pai babado. Jornalista. De esquerda. Benfiquista. Católico. Leitor compulsivo: jornais, revistas, livros. Cinéfilo assim assim e melómano em estágio. Viajante. Cagaréu com mais anos de Lisboa que Aveiro. E bloguista - que um dia começou com a Cibertúlia, coisa de amigos, hoje feita a solo, e depois também se lembrou de Brigitte Bardot no filme de Roger Vadim.

Qual é o proveito de atualizar um blog como o E Deus criou a Mulher há mais de 10 anos?

Não faço ideia - faço-o por gosto e prazer. Como se apresenta o blog, é "até que a vista nos doa". Por enquanto não dói e como não dói atualiza-se o blog.

É um blog que recebe muito feedback?

O feedback é muito variado: há quem se limite a fazer likes nos posts ou no grupo do facebook, os comentários são por regra poucos ou tímidos - parece que se teme exaltar a beleza. Como se não
estivéssemos perante quadros renascentistas, em que se contempla a mulher, que deviam levar os críticos de arte a escreverem rios de palavras... Noto que há visitantes que vêm do Irão. Do Brasil disparam
as visitas quando se publicam brasileiras. Esta casa é do mundo, e disso gosto.
Volta e meia chegam alguns vigilantes do (bom) gosto, daqueles que criticam o facto das fotos serem a preto e branco («Stop the black and white photos They are NOT artistic. They only make your Site not worth
visiting», escreveu-me um tipo) ou que criticam por "só" publicarmos anoréticas, quando as mulheres mais vezes publicadas são mais cheias e redondas que espetos. Depois há um comentário que, ainda não percebi
bem, o que terá significado. Num post intitulado "Sim", em que a atriz retratada está discretamente vestida, alguém anonimamente comentou: «Este blog é um insulto às mulheres com cérebro grande em vez de
grandes mamas.» Não sei se era por o post tomar uma posição no referendo da despenalização do aborto ou se era apenas porque quem o escreveu tem um problema qualquer com "grandes mamas".

Como é que um jornalista vê os blogs? Reconhece-lhe algum papel no panorama mediático?

Já houve quem sentenciasse a morte dos blogues várias vezes. E todas essas notícias revelaram-se exageradas - apesar de muitos terem perdido influência mediática: os mais conhecidos bloguistas foram
todos parar aos jornais e às televisões. Talvez por isso, mediaticamente, os blogues tenham deixado de ser uma fonte de informação consultada à saciedade. Há um "blogue" que tem ganho muito mais visibilidade: o facebook.

 

Existe algum tema sobre o qual devíamos falar e escrever mais hoje em dia (nos blogs, jornais, etc)?
Tal como a imprensa, também os blogues andam a perceber como se podem "vender": há os de nicho, há os especializados, há os generalistas-diarísticos ou os generalistas-salganhada e há os da moda que muitas vezes ninguém percebe muito bem porque são lidos. No fim de tudo: há os que são lidos e aqueles a que já ninguém presta atenção. Talvez por isso não tenha receita sobre o que se devia escrever mais e
falar mais. Sei que, como cidadão, sinto falta de algum sangue dos primeiros tempos, em que se denunciava, em que se polemizava, mas também em que se descobriam verdadeiros talentos da escrita e da
fotografia e da ilustração. Talvez falte isso: sangue novo. Nos jornais, se tivesse a solução, estava safo!

 

Obrigado Miguel!

7 comentários

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