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Meet the blogger: Raul Lufinha

raul.jpg

Não é crítico, mas trata-se provavelmente de uma das personalidades que mais cultiva e destaca a gastronomia nacional. Fomos conhecer um pouco melhor o Raul Lufinha, autor do Mesa do Chef.

 

Para quem não o conhece, quem é o Raul Lufinha?

É um admirador do trabalho dos chefes de cozinha. Que vai aos restaurantes não para dar notas ou julgar os chefs, mas para aprender. Para ser desafiado. Para conhecer novos produtos, novas técnicas, novas conjugações, novos vinhos…!

E é também um advogado fanático de décadas dos U2, apaixonado pela comunicação e pela gestão, que acabou fazendo um MBA e que de 15 em 15 dias vai sofrer a Alvalade. E que um dia teve a sorte de começar a escrever sobre a felicidade de estarmos à mesa! Já lá vão mais de 1400 posts…

 

Refere no seu blog que quer fazer a partilha de experiências e emoções gastronómicas. Como surgiu o seu entusiasmo pela gastronomia?

Esse entusiasmo existe desde sempre. Mas ganhou um novo sentido quando me dei conta de que, para além de não ser preciso cozinhar para se poder apreciar devidamente o que é cozinhado (da mesma forma que um leitor não precisa de ser escritor para apreciar um livro ou que um cinéfilo não tem que ser realizador de cinema), até haveria vantagem em que existisse algum distanciamento entre o cozinhar e o comer!

Talvez o momento-chave tenha sido uma entrevista em que o Pedro Ayres Magalhães, dos Heróis do Mar e dos Madredeus, explicava que os músicos não conseguem ouvir nem desfrutar da música como as restantes pessoas porque estão demasiado focados na execução técnica, estando sempre a ver quando entra a bateria ou quando a guitarra muda de registo…

E, na verdade, com a comida é o mesmo…!

Se não estivermos demasiado envolvidos na componente técnica, apreciamos muito mais!

 

O que o levou a partilhar esse entusiasmo em blog?

A memória – ou a falta dela. Como passados uns meses já não me lembrava do que tinha comido e bebido, comecei a sentir uma necessidade cada vez maior de registar o que fazia. E depois fui testando vários modelos de registo, até chegar ao formato blog.

 

Neste momento, ainda resta algum restaurante em Portugal que não tenha visitado? Como é o seu trabalho de pesquisa a esse nível?

Tantos! E há ainda novos espaços a abrir todas as semanas! Mas o que tenho mais vontade é de regressar à Madeira – já lá não vou desde os 14 anos – e também de ir aos Açores.

Quanto à escolha dos locais a visitar, o que pretendo é conhecer o trabalho de chefs cuja personalidade se reflita nas suas criações – é esse o critério, tentar descobrir cozinhas com identidade!

 

Por fim, pode recomendar-nos um restaurante que o tenha impressionado recentemente?

O AREIAS DO SEIXO, do Leonardo Pereira. Foi a refeição mais estimulante do ano. Em duas palavras, é a linguagem do NOMA aplicada aos produtos portugueses. E é de um nível de tal forma brutal que a comida sabe a Portugal não pelas receitas… mas pelos ingredientes!

Já em Lisboa, para além dos óbvios de que toda a gente fala, há também três espaços de liberdade e criatividade que admiro imenso: o APICIUS do Francisco Magalhães e da Joana Xardoné (aqui e aqui); o BOI-CAVALO do Hugo Brito (aqui e aqui); e o LEOPOLD do Tiago Feio (aqui e aqui).

 

Obrigado, Raul!

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