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A Equipa

O blog da equipa do SAPO Blogs. Um espaço para falar de blogs, esclarecer dúvidas e partilhar boas ideias.

Meet the blogger: Fernando Lopes

01.12.14 | Pedro Neves

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O Fernando Lopes é o autor do Diário do Purgatório, o blog onde expia as suas opiniões e impressões, com o Porto como pano de fundo. O Fernando aceitou responder a 5 questões nossas.

 

Pode apresentar-se?

51 anos, um boneco nas mãos do destino. Desisti do curso de Filosofia a duas cadeiras do fim, sonhei ser radialista, fui informático, acabei bancário. Boémio inveterado, blogger sofrível, pai sempre.

O que o fez começar um blog? E porquê o nome Diário do Purgatório?

Como em tudo que me cerca, o acaso jogou um papel determinante. Tinha amigos jornalistas e poetas que tinham os seus blogues. Numa festa, já abraçado por Baco, a minha amiga Xana sugeriu-me que escrevesse. Como tenho em elevada consideração a sageza do sexo feminino, obedeci. O nome surgiu porque a vida é em si mesmo um local de expiação de pecados, presentes, passados e futuros, e porque, apaixonado pela diarística, queria penitenciar-me amiúde.

Pode partilhar connosco o post mais comentado até hoje do Diário do Purgatório?

Dez coisas para fazer em 2014. No início do ano faço uma série de promessas que à partida não tenho a intenção nem sou capaz de cumprir. Fi-lo como um exercício de autocrítica, descobri que não estou só nesta tradição disparatada de nos tentarmos enganar.

As ruas do Porto servem de pretexto para vários posts. Qual é o seu aspeto preferido da cidade?

O Porto veste-me a alma. É uma cidade que não passa de um conjunto de pequenas aldeias. Todos nos conhecemos, os sítios emblemáticos não são assim tantos, é fácil encontrar ou encontrar-se nesta cidade. É um local cinzento com imensa dignidade. Nele coexistem um lado operário e burguês, modernidade e tradição, de um modo muito peculiar. Se o Porto fosse gente seria uma velha senhora aristocrata, que mesmo perdido o brilho da juventude, mantém viva a chama e o charme. Se fosse cor, seria um cinzento luminoso, «cor de pele de sardinha», como bem disse a minha filha. Encantam-me os becos e vielas, as vendedeiras do Bolhão que chamam, gritando, «ó mor!», a tortuosidade medieva da Sé e Ribeira, a cidade que vive um caso de amor com o rio.

Recomende-nos outro blog no SAPO.

É difícil porque o SAPO tem muito bons blogues. Recomendo dois: A Gaffe e as Avenidas, porque é falsamente blasé e mundano, a autora esconde um enorme carácter e coração debaixo da sofisticação dos bem-nascidos. Como antítese, Alice Alfazema, uma ode à simplicidade e poesia.

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